Chris Consani é um artista canadense de 59 anos. Suas obras de arte retratam ícones de Hollywood no auge da carreira. Suas pinturas são todas pintadas à mão e possuem um realismo fantástico. Suas obras são famosas, e é possível encontrar réplicas por preços razoáveis. Seu trabalho tem aparecido na Society of Illustrators, Biblioteca do Congresso e em diversas publicações e exposições. Ele é conhecido em toda a indústria de entretenimento por seus cartazes de cinema e capas de álbuns.
artistas retratados por Chris Consani
Nesta pintura, “Matinê da meia-noite”. Podemos ver Elvis e Marilyn namorando em uma cabine telefônica ao lado de um cinema (fechado para reforma). James Dean está encostado na cabine e ao fundo Humphrey Bogart. Talvez os quatro estivessem buscando algum tipo de diversão noturna, e ao chegar à entrada do cinema perceberam que o mesmo não estava funcionando. Nesta e em outras ocasiões, a arte pungente de Consani capta o glamour, o recurso retrô cinematográfico da velha Hollywood. Podemos perceber nas obras de Consani o glamour, as noitadas, a paquera e outros elementos.
JAVA DREAMS – Cafezinho dos Sonhos
A beleza da mulher retro nos traços lembra as Pin-up’s de Alberto Vargas e Marilyn Monroe está, nesta obra, atraindo os olhares dos homens. O telefone era um item de luxo e está presente. A idéia do autor é criar personagens representados pelos famosos fúnebres presentes, sendo Chris Consani o diretor e criador da obra. Na peça, James Dean é apenas um funcionário do estabelecimento, o que faz deduzir que se trata de ficção, apenas. No teto há lustres em forma de xícaras (cafezinho). Humphrey lembra um homem sério lendo jornal durante o café da manhã em uma lanchonete de hotel.
LEGENDARY CROSSROADS – Esquina lendária
Chris Consani sempre retrata, em seus quadros, as virtudes dos quatro (Monroe, Elvis, Dean e Bogart). Nesta obra, Chris reproduz o que Presley fazia melhor, música. Em uma típica “roda de amigos”, Elvis tem as atenções voltadas para si. Monroe está graciosamente linda(novamente o glamour pin-up), e mais parece uma adolescente encantada com o charme do rei do rock’n Roll. James Dean sobre a moto vermelha faz alusão à sua rebeldia e também lembra o fato de ele ter morrido em um acidente por excesso de velocidade. Bogie, como era chamado Humphrey Bogart, eleito pelo American Film Institute como a maior estrela masculina do cinema norte-americano de todos os tempos, morreu com cinqüenta e oito anos, no ano em que Elvis fazia 22 anos, James completaria 26 (porém morreu aos 24) e Monroe 30, ou seja, a obra não segue uma cronologia fiel, pois Bogart está retratado na juventude.
O ambiente também é típico dos anos 1960 (Dean e Bogart já estariam mortos). A cor vermelha é bastante presente nesta cena, o que poderia retratar a sensualidade, talvez Elvis estivesse tocando “Viva Las Vegas”. Para quem conhece um pouco a carreira de Elvis, logo notará os “sapatos de camurça...” que devem permanecer intocáveis.
O local: eles estão em uma esquina e podemos ver, atrás deles, um prédio luxuoso. Do outro lado da rua, porém, Chris retrata uma cena atípica, onde podemos ver um conjunto residencial de classe média, ou seja, prédios velhos e talvez abandonados. Esta vista mostra como a fama pode estar próxima da ruína.




Nenhum comentário:
Postar um comentário