terça-feira, 19 de outubro de 2010

Prostituição de menores

13 de outubro de 2010, um dia antes do meu aniversário, um dia depois do dia das crianças e uma surpresa desagradável, repugnante. Poderia ser apenas um dia comum, não fosse pela situação desconfortável que presenciei envolvendo uma criança, justamente um dia depois do dia que celebra a existência delas.
  Ir ao shopping Banana para almoçar já faz parte da minha rotina diária. Enquanto eu estava lá, resolvi ir ao banheiro, que estava cheio. Durante a espera por uma cabine desocupada, não deixei de observar, por debaixo da porta de uma delas, uma mochila no chão. “Que nojo”, logo eu pensei (afinal, o banheiro estava imundo). Mal sabia eu que algo mais nojento ainda, estava para se revelar.
 Enfim a pessoa que ocupava aquela cabine a desocupou, mas, cadê a mochila? Em uma fração de segundos, enquanto eu observava o garoto saindo, eu fui em direção à cabine no intuito de fazer ali minhas necessidades e pensando, ao mesmo tempo, no paradeiro da mochila que ali estava, até que o inesperado acontece. Um homem, com a mochila nas costas, sai da MESMA cabine onde aquele garoto estava! Não é preciso perguntar por que os dois estavam juntos naquela cabine.
 Tem treta aí, algo muito errado aconteceu! Pedofilia? Não sei. Tráfico de entorpecentes? Impossível afirmar. Mas ninguém faz coisa boa escondido. Em uma de minhas observações notei que em alguns banheiros públicos há, escritos do lado de dentro das portas, anúncios de prostituição com o telefone acompanhado do nome e de informações indecentes que dispensam qualquer exemplo. Aquele garoto estava se vendendo, se prostituindo, era o que tudo indicava.
 Saí daquele banheiro às pressas e denunciei o caso ao primeiro segurança que avistei. O mesmo entrou no banheiro para checar o ocorrido. O que aconteceu ali é uma vergonha, um crime, um pecado. E a punição? Eu não preciso conhecer a legislação brasileira para dizer que não será severa, mas, um caso como esse serviu de exemplo para que eu abrisse os meus olhos e percebesse que tais atrocidades podem estar acontecendo bem próximas a mim. Sendo eu parte da sociedade, devo fazer a minha parte.



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